quinta-feira, 14 de junho de 2012

Neoplasia








O que é ?
                      
No organismo, verificam-se formas de crescimento celular controladas e não controladas. A hiperplasia, a metaplasia e a displasia são exemplos de crescimento controlado, enquanto que as neoplasias correspondem às formas de crescimento não controladas e são denominadas, na prática, de "tumores". A primeira dificuldade que se enfrenta no estudo das neoplasias é a sua definição, pois ela se baseia na morfologia e na biologia do processo tumoral. Com a evolução do conhecimento, modifica-se a definição. A mais aceita atualmente é: "Neoplasia é uma proliferação anormal do tecido, que foge parcial ou totalmente ao controle do organismo e tende à autonomia e à perpetuação, com efeitos agressivos sobre o hospedeiro" (Pérez-Tamayo, 1987; Robbins, 1984).

         Células neoplásicas diferem das células normais nos seguintes itens:

    Proliferação descontrolada, a qual é independente do requerimento de novas células;
    Diminuição da diferenciação celular;
    Alteração de comunicação e adesão celular.

    Classificação
     As neoplasias benignas geralmente apresentam um crescimento lento e expansivo, determinando a compreensão dos tecidos vizinhos, levando à formação de uma pseudocápsula fibrosa. No caso das neoplasias malignas, devido ao crescimento rápido, desordenado, infiltrativo e destrutivo não há a formação dessa pseudocápsula.


    Diagnóstico

    O diagnóstico das neoplasias é feito por intermédio da observação de um tumor (se suas características clínicas). São feitos exames complementares, como exames imagenológicos (radiografia, tomografia), bioquímico e histopatológico.
    Para concluir, as neoplasias podem crescer no seu local de origem, dito crescimento primário ou in situ. Porém, em um desenvolvimento neoplásico maligno, observa-se um crescimento secundario, ou seja, distante do seu local de origem.
    Os crescimentos secundários se desenvolvem de duas maneiras:
    - Invasão: quando as células anatomicas penetram no tecido vizinho, mantendo continuidade anatomica com a massa neoplasica de origem.
    - metástase: constitui um crescimento à distância sem continuidade anatômica, sendo que para isso é necessário a invasão e desgarro, a circulação destas e implantação em um outro local onde ocorra proliferação celular.
    Os órgãos mais afetados pela mestástase são o pulmão, fígado, rim, cérebro e ossos.



Processo Inflamatório

Há muitos anos, que se sabe que o fígado tem capacidade de regeneração, como nos é
relatado na Lenda do Prometeu. Prometeu roubou o fogo aos Deuses, e por isso foi
acorrentado. Durante o dia os abutres comiam o seu fígado, e à noite este regenerava-se. E
vocês perguntam porque é que eu não posso beber beber beber e o fígado não regenera, tem
que existir a maldita da cirrose! Porquê? De certeza que beber é menos agressivo que o abutre do Prometeu!






Porque é que o fígado, sendo um órgão por excelência de regeneração, leva a cirrose devido
ao alcoolismo crónico?
O próprio termo cirrose significa fibrose. O que acontece é que antes de chegar a cirrose o
alcoolismo crónico provocou um processo inflamatório: Hepatite alcoólica. E a partir desta
é que evoluiu para cirrose. Mas neste processo inflamatório há destruição da membrana basal,
e portanto o fígado regenera. Só que regenera duma forma desordenada: forma nódulos.
Esses nódulos cercados por fibrose constituem a Cirrose Hepática.